sexta-feira, 1 de junho de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
algumas poucas verdades (minhas)
1 - assistir filmes repetidas vezes não é perda de tempo. quando se ama o filme se encontra nele a cada assistida uma coisa nova, uma inspiração nova, uma beleza nova. talvez, pra você que não goste de repetir filmes esteja faltando amor ao cinema.
2 - nunca confundir qualidade de feitura, com qualidade de tipo genérica. não é só porque algo se disfarça de narrativa que esse algo é necessariamente bom, mas no fim das contas talvez seja bom pra você, mas essas são as minhas verdades não as suas.
3 - há quem diga que a crítica é inútil. que repartir opiniões sobre filmes é idiotice. porque o que cada um sente é seu. e não seria exatamente esse o sentido de compartilhar uma opinião? compartilhar essa coisa única sua com outrem, fazê-la se chocar com a paixão/ódio alheio. não se trata de impor sua opinião. não se trata de tabelar o que é bom ou ruim para que os outros pensem o mesmo. trata-se apenas de você! e de mim, já que essas são minhas verdades.
p.s. sim, talvez muitas vezes queiramos impor aos outros o que pensamos, queremos que eles sintam o mesmo, talvez às vezes isso seja ruim (ou sempre), mas talvez, bem fundo, queremos apenas que as pessoas sintam as coisas boas que nós sentimos, mesmo sabendo que isso é impossível.
mas ainda fica a dúvida, porque essas são apenas verdades (minhas).
2 - nunca confundir qualidade de feitura, com qualidade de tipo genérica. não é só porque algo se disfarça de narrativa que esse algo é necessariamente bom, mas no fim das contas talvez seja bom pra você, mas essas são as minhas verdades não as suas.
3 - há quem diga que a crítica é inútil. que repartir opiniões sobre filmes é idiotice. porque o que cada um sente é seu. e não seria exatamente esse o sentido de compartilhar uma opinião? compartilhar essa coisa única sua com outrem, fazê-la se chocar com a paixão/ódio alheio. não se trata de impor sua opinião. não se trata de tabelar o que é bom ou ruim para que os outros pensem o mesmo. trata-se apenas de você! e de mim, já que essas são minhas verdades.
p.s. sim, talvez muitas vezes queiramos impor aos outros o que pensamos, queremos que eles sintam o mesmo, talvez às vezes isso seja ruim (ou sempre), mas talvez, bem fundo, queremos apenas que as pessoas sintam as coisas boas que nós sentimos, mesmo sabendo que isso é impossível.
mas ainda fica a dúvida, porque essas são apenas verdades (minhas).
segunda-feira, 5 de março de 2012
Enquanto se enxuga as lágrimas nos óculos 3D - Sobre Hugo Cabret
Ainda que em alguns momentos parece ser possível que Scorsese utiliza o 3D como os outros usam - apenas para causar um certo furor na tela.
De resto temos em frente aos nossos olhos a mágica do cinema. A rememoração do momento mágico em que o cinema se tornou espetáculo. A possibilidade de trazer aos nossos olhos - e quase ao tato - a beleza que é essa coisa de outro mundo que é o cinema e que é tão desse mundo humano. Pois o humano, ainda que num tempo de palpabilidade de pragmatismo, ainda se liberta às vezes para abrir espaço à imaginação, ao sonho.
Encontrar a figura daquele velho Méliès - a máquina quebrada - sendo levada ao conserto através da reconstrução ficcional daquilo que foi o começo do cinema é algo que nem tenho como explicar. Pensava eu que meu amor pelo cinema era grande, mas talvez seja maior ainda.
A mágica recontada me fez chorar. Os olhos incomodados com aqueles óculos se limpavam com o líquido salgado.
Amar o cinema é amar o ser humano. Capaz de sonhar. Capaz de inventar. Capaz de reinventar. Capaz de sentir. Capaz de traduzir. Capaz de construir e reconstruir mundos. Pois há algo mais profundo no cinema do que a simples busca pela sensação breve ao se estar sentado numa poltrona e quase tocando aqueles personagens que passam na nossa frente. Pois no cinema sempre há de existir o ser humano.
Amor.
P.S.: Fui obrigado a assistir uma cópia dublada, mas ainda sim valeu a pena.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Cortes sobre Drive (2011)
a navalha corta. posso estar tendo delírios, mas vejo que esse filme é um daqueles que daqui algum tempo terá seus símbolos estampando camisas e coisas do tipo. cult, na melhor das acepções da palavra. e mais do que isso Drive é um corte (aquilo que se separa) entre tantos outros filmes que esbanjam aberrações por aí.
ryan gosling é frio e cortante como a navalha (sem deixar de ser romântico). nem parece que ele esteve naquele açucarado The Notebook. que bom que as coisas mudam.
pra tanto tempo sem escrever parece ser pouca coisas a dizer, mas é o bastante. se puder, dirija.
p.s. sobre cultificação: aqui
p.s. sobre cultificação: aqui
Assinar:
Comentários (Atom)

